Enxerto ósseo

Aplicabilidade do enxerto ósseo na Odontologia

A capacidade que o tecido ósseo tem para se regenerar é extraordinária. Mas, algumas vezes, a regeneração pode não ser completa, dependendo do tamanho da área comprometida. Assim, pode ser que certas funções sejam comprometidas, ou que cicatrizes apareçam. Nesses casos, o enxerto ósseo pode contribuir com uma reparação óssea mais adequada.

No contexto da odontologia, quando um paciente sofre algum tipo de perda dentária, é bem comum que ela também envolva certa perda óssea. Assim, para repor o que foi perdido, seja em questão de altura ou espessura, realizam-se cirurgias de reposição óssea.

Continue a ler para saber um pouco mais!

De onde vem o osso a ser enxertado?

Porém, para ser reposto, é necessário que esse osso seja retirado de algum lugar, certo? Pois bem, a cirurgia de enxerto ósseo usa, basicamente, ossos de três origens diferentes.

Osso autógeno

O osso autógeno é aquele retirado do próprio paciente que receberá o enxerto. É importante, nesse caso, assegurá-lo de que essa remoção não criará nenhum tipo de problema, já que provém de partes do organismo conhecidas como áreas doadoras.

Essas áreas podem estar localizadas tanto na área da boca quanto fora dela. O que determinará essa escolha é a extensão da área a ser reposta. Tomemos uma extensão de quatro dentes ausentes como referência. Se esse for o tamanho, o enxerto ósseo pode ser feito com um osso intrabucal. Caso seja maior, deverá ser extrabucal (o mais comum é a retirada de osso da área da bacia ou da cabeça).

Osso homógeno

O osso homógeno é proveniente de outra pessoa. Nesse caso um doador não vivo, ou seja, um cadáver. Vale pontuar que, antes da realização do enxerto ósseo, são realizados testes imunológicos. Eles apontam se o material está ou não contaminado por algum tipo de microrganismo, tais como bactérias ou vírus.

Osso heterógeno

O osso heterógeno é aquele que tem sua origem em um doador de outra espécie. Geralmente o osso é bovino e é, obviamente, esterilizado e processado antes de ser usado na área odontológica.

Qual das opções de enxerto ósseo é a melhor?

Apesar dos três tipos de enxerto ósseo possuírem tanto desvantagens quanto vantagens, diversas pesquisas apontam que o osso autógeno é a melhor opção.

A única desvantagem que esse tipo de osso apresenta é a necessidade de se realizar duas cirurgias no paciente: uma para retirar o osso e outra para recolocá-lo.

Quem pode se submeter à cirurgia de enxerto ósseo?

A cirurgia de enxerto ósseo pede os cuidados que qualquer outro tipo de cirurgia. Isso significa que, antes de passar pelo procedimento, o paciente precisa estar com a saúde em dia. Para fazer essa verificação, é necessário passar por um check up, realizando diversos exames laboratoriais, bem como avaliar o risco da cirurgia com um cardiologista.

Porém, como a cirurgia é dentária, saber sobre a saúde geral não é suficiente. Precisamos também verificar a saúde da boca do paciente. O enxerto bucal só pode ser feito se não houver sinal de dentes fraturados, cáries, inflamações ou infecções gengivais.

Ademais, é preciso ficar de olho na idade de quem for receber o enxerto. Embora não exista limite de idade para realizar a cirurgia de enxerto ósseo, há uma idade mínima. Tendo em vista que, dependendo da idade, o osso ainda está em desenvolvimento e o procedimento pode alterar seu padrão. A idade mínima para mulheres costuma ser de 17 anos, enquanto que para homens é de 18.

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