cimento resinoso

Como é a aplicação de cimento resinoso em diversos tratamentos odontológicos?

O cimento resinoso é cada vez mais utilizado na odontologia em razão da qualidade superior que apresenta. Sua aplicação é voltada para procedimentos variados, tais como cimentação de inlays/onlays de resina composta e fixação de coroas totais, facetas de porcelana, ou pinos intrarradiculares.

Graças a esse material, a cimentação tem boa fixação, especialmente em estruturas de metal. Além de ser pouco visível, o que torna o resultado mais satisfatório para o paciente.

O cimento resinoso, porém, pode ser usado de diferentes formas, dependendo do tipo de procedimento. Neste blog, iremos conhecer a maneira mais apropriada de aplicá-lo de acordo com cada situação!

Cimento fotopolimerizável

Primeiramente, falaremos sobre o cimento fotopolimerizável. Esse tipo de cimento é recomendado para realizar restauração e cimentação de facetas de porcelana.

Ele é denominado dessa maneira porque o cimento resinoso precisa passar pelo processo de polimerização, responsável por reforçar a adesão do material, assim como aumentar sua durabilidade — além de manter a cor por mais tempo. A polimerização consiste na exposição do material à luz azul emitida por um equipamento fotopolimerizador, o qual dá início à reação química que desencadeia o endurecimento.

Confira nosso blog ”O Fotopolimerizador e as suas aplicações em procedimentos odontológicos” para saber mais sobre o assunto!

Um detalhe importante, que não pode ser ignorado, é que a espessura do cimento não pode ser maior do que 1 mm. Caso contrário, não irá secar. Ademais, atente-se também ao secamento adequado do cimento: certifique-se de usar corretamente a luz do fotopolimerizador!

Cimento autopolimerizável

Como as peças utilizadas nesse caso são maiores do que 3 mm, a luz do fotopolimerizador não é suficiente para desencadear a reação química pretendida. Por isso, o cimento autopolimerizável, diferentemente do fotopolimerizável, precisa da mistura de uma pasta base e catalisadora para ter sua reação química ativada.

Esse tipo de cimento é indicado para algumas restaurações indiretas (quando as peças são preparadas fora da boca), metálicas fundidas, entre outros tipos de cimentação, como a da coroa metalocerâmica. Ela não é recomendada, contudo, quando pacientes têm preferência por mais opções de cor.

Cimento resinoso dual

O cimento resinoso dual tem esse nome por unir em sua ativação os dois processos que acabamos de ver. Isso acontece porque a polimerização com química direta é usada onde a luz da fotopolimerização não é capaz de alcançar. Dessa forma, com a combinação, obtém-se uma cimentação perfeita.

É indicado para concluir a cimentação de próteses unitárias e parciais fixas (tanto com quanto sem estruturas metálicas), retentores intrarradiculares e próteses parciais fixas adesivas indiretas.

Diagnóstico, aplicação de diferentes técnicas e cuidados

Como vimos até aqui, o cimento resinoso permite o uso de diferentes técnicas durante sua aplicação. Mas cada uma delas é própria para procedimentos diversos. Por isso, é preciso estar sempre atento, bem como proceder com um diagnóstico adequado, para escolher o material mais indicado!

Além disso, é fundamental perguntar ao paciente se ele já passou, em algum momento, por procedimentos parecidos. Assim você poderá determinar se alguma cavidade oral pode entrar em conflito com o material. Prejudicando, assim, o tratamento.

Fique de olho também para a ocorrência de reações químicas em razão do contato do cimento com outras substâncias, tais como facetas, adesivos ou pinos.

Por fim, mas não menos importante, o cimento por si só é um material de ótima qualidade. Mas isso não quer dizer que você não precise ter atenção ao selecionar o melhor fornecedor para adquiri-lo. A OdontoMaster tem como prioridade selecionar apenas os melhores produtos do mercado para você. Acesse nossa loja online e torne sua prática profissional completa!

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